Lesões em cursos e instruções
Lesão em Curso Operacional (COESP, CTAM, BAVOp): Quando o trauma gera direito à indenização do seguro?
Fraturas, rupturas ligamentares e lesões articulares durante instruções oficiais não são apenas “ossos do ofício”. Entenda como acionar sua apólice corretamente.

Os cursos de especialização nas forças de segurança do Distrito Federal exigem o limite físico e mental do agente. Durante instruções de defesa pessoal, pilotagem tática ou operações rurais, acidentes graves acontecem: fraturas de metacarpo, lesões de ligamento cruzado no joelho, traumas no cotovelo ou lesões complexas no pé e tornozelo.
O grande erro da maioria dos policiais e bombeiros é acreditar que, por terem retornado ao serviço ativo após a cirurgia e a fisioterapia, não possuem direito ao seguro de Invalidez Permanente por Acidente (IPA) descontado mensalmente no contracheque (como MBM, Sabemi ou Poupex).
O segredo está na sequela residual definitiva
Para a SUSEP, invalidez permanente parcial não significa estar incapaz para o trabalho policial. Significa que, após terminar todo o tratamento médico e fisioterapêutico (atingindo o chamado platô máximo de recuperação), o seu membro ou articulação não voltou a ser 100% como era antes do trauma.
Se você realizou cirurgia, cumpriu dezenas de sessões de fisioterapia e, ao receber a Alta Médica Definitiva, permaneceu com redução da amplitude de movimento (ADM), perda de força de preensão, dor crônica aos esforços ou instabilidade articular, você possui um déficit funcional indenizável.
Como garantir o recebimento correto?
- Parte de Acidente / Registro no SEI: é fundamental ter o documento oficial da corporação atestando que a lesão ocorreu durante a instrução.
- Relatório funcional detalhado: um simples atestado dizendo “paciente de alta” fará a seguradora negar o seu pedido. É necessário um laudo técnico descrevendo biomecanicamente as sequelas irreversíveis e o percentual exato de perda funcional.