Cartas de exigência e tratamentos longos
Demorou anos na fisioterapia antes de receber a Alta Definitiva? Como responder às cartas de exigência da seguradora.
Seguradoras costumam questionar tratamentos que duram 2 ou 3 anos após a cirurgia. Saiba por que a demora na reabilitação, na verdade, comprova a sua boa-fé.

Um cenário muito frequente na regulação de sinistros da MBM e da Sabemi ocorre quando o policial sofre um acidente grave em 2023, realiza cirurgia, passa por 50, 60 ou 70 sessões de fisioterapia ao longo de dois ou três anos e só recebe a Alta Médica Definitiva em 2026.
Ao dar entrada no seguro, o agente recebe uma temida “Carta de Exigência” (como as cartas do setor GREG), onde a seguradora exige explicações médicas sobre o “motivo do período de recuperação dilatado” e comprovação de até quando duraram as sessões, sob pena de arquivamento do processo.
Como rebater tecnicamente essa exigência?
A resposta nunca deve ser amadora. É preciso demonstrar tecnicamente à seguradora que a alta médica definitiva, para fins securitários, só pode ser assinada pelo médico ortopedista quando se esgotam todos os recursos terapêuticos conservadores.
Em lesões complexas (como fraturas intra-articulares, lesões de Lisfranc no pé ou reconstruções ligamentares), o paciente permanece anos tentando recuperar a função e evitar a invalidez. Encerrar o tratamento precocemente seria negligência médica.
Um histórico longo de cinesioterapia não é uma anomalia: é a prova irrefutável da gravidade do trauma e de que a sequela que restou ao final é, de fato, crônica, estabilizada e irreversível.